Teatro das Compras: Corpo e Voz em palcos inéditos

© Silverbox

Quatro actores vão dar corpo a três textos de Afonso Cruz em palcos inéditos no TEATRO DAS COMPRAS: Tónan Quito, Ligia Roque, João de Brito e Bruno Humberto.

A Academia Militar acolhe as três peças deste projecto, recriando nos seus espaços pequenos palcos inéditos.

Afonso Cruz joga com os sentidos nos textos, mas se há traço que os possa ligar é a capacidade de aceitação. Da realidade, do que nos toca, do que somos e imaginamos que podemos ser por sobreposição com o que seremos.


TEATRO DAS COMPRAS
Textos: Afonso Cruz / Direção artística: Giacomo Scalisi
PORTUGAL
12 SET /11h15 às 13h00 M/6 Duração 20-30min
ACADEMIA MILITAR
Rua Gomes Freire, nº 29

A Academia Militar acolhe o projeto do Teatro das Compras, recriando nos seus espaços pequenos palcos onde performers dão corpo e voz a textos de um autor português. Ficções em lugares impossíveis, a não perder.

Só tenho pena que não haja tigres em África
Co-criação e interpretação: Tónan Quito
Um homem faz a barba e, ao sentir a lâmina junto do pescoço, começa a contar um episódio doloroso da sua vida, a perda de uma irmã e a recusa da mãe em aceitar a realidade.

Tem uma faca que separe a luz da escuridão?
Co-criação e interpretação: Lígia Roque / João de Brito
Um homem tenta comprar uma faca capaz de cortar, de separar a dor que vamos acumulando, assim como fazemos com a gordura, os ossos e as espinhas dos alimentos.

Bruxulear, um verbo de que gosto muito
Co-criação e interpretação: Bruno Humberto
Uma traça estudiosa da luz e amante de bluesmen cegos, conta-nos a sua experiência e o resultado de uma vida, ou seja, oito dias de estudo.

Levantamento de senha no LUGAR DO TODOS. PONTO DE ENCONTRO
(Jardim do Campo Santana)
1h antes do início do espetáculo. Máx. 2 senhas por pessoa
Projeto EGEAC – Cooperativa Cultural
COSANOSTRA em colaboração com TNDM II
Visite também o Teatro das Compras nas lojas históricas da Baixa de Lisboa, nos dias 11 e 12 de Setembro entre as 16h e as 19h, em colaboração com o Teatro Nacional D. Maria II, no âmbito da programação “Entrada Livre”.

Publicado por Festival TODOS às 31-08-2015 10:05

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Miguel Bombarda: a fotografia como memória de lugares

© Carlos Marganho

Antes de mais, um convite: será aqui que o TODOS 2015  começa. No dia 10, às 19h00, as portas das enfermarias do antigo Hospital Miguel Bombarda abrir-se-ão a TODOS para dois grandes projectos que têm a memória em comum.

A exposição TODOS A OLHAR PARA TRÁS recupera a memória de seis anos do festival (2009-2014), com o realizador Pedro Sena Nunes a tratar de imaginar um lugar íntimo que se expõe ao público.

Em MIGUEL BOMBARDA . MEMÓRIAS há uma exposição de algo quase secreto: a memória viva e humana da vida dos anos 60 do antigo hospital.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
TODOS A OLHAR PARA TRÁS
Curadoria: Giacomo Scalisi. Projeto expositivo e fílmico: Pedro Sena Nunes. Manipulação de imagem e construção sonora: Inês Gomes e João Dias
Fotografias de Georges Dussaud, Luís Pavão, Camilla Watson, Carlos Morganho, Luísa Ferreira, Cláudia Damas e Silverbox
FRANÇA/PORTUGAL/REINO UNIDO

TODOS A OLHAR PARA TRÁS será a exposição de todas as exposições do Festival. Iremos habitar um lugar de memória hoje desativado, o Hospital Miguel Bombarda, e nele estender lençóis que recuperam a memória de seis anos (2009-2014) de fotografias feitas com todos. Ao realizador Pedro Sena Nunes, lançámos o desafio de imaginar um dispositivo expositivo capaz de honrar a história de um lugar íntimo tornado público, e em simultâneo a história de uma festa de TODOS que se constrói também sobre retratos singulares.

Photography Exhibition. In a place of memory, now deactivated, we are spreading sheets to recover six years’ worth of lives and faces captured during the festival’s lifetime, the faces of TODOS, of everyone.


EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
MIGUEL BOMBARDA . MEMÓRIAS
Fotografias de José Fontes
PORTUGAL

Uma coleção de retratos e situações quotidianas da vida de internados psiquiátricos, trazem dos anos 60 para o presente, a memória viva e humana do antigo Hospital Miguel Bombarda.

Photography Exhibition. A collection of portraits and pictures of daily life situations of those committed in the psychiatric wards of Miguel Bombarda in the 60’s.

Publicado por Festival TODOS às 30-08-2015 08:00

Labels: Camilla Watson Carlos Morganho Cláudia Damas EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA TODOS Georges Dussaud Luís Pavão Luísa Ferreira MIGUEL BOMBARDA. MEMÓRIAS Pedro Sena Nunes SILVERBOX


LIS+BÚ: que espanto, esta alegria caminhada

© Maurizio Agostinetto

O espanto e a alegria são reais, mas podem fantasiar-se. Aqui, em Lisboa, inventa-se um povo – os BÚ – para que outro povo bem real se alegre numa caminhada espantosa.

Esta alegria caminhada obedece às regras desse povo de atletas do espanto, que exerce a sua força vigorosamente à procura de vazios para os preencher de alegria. Anda em busca de genuinidade, se assim se pode dizer. Em Lisboa, vai poder dar o nome ‘casa’ a muitos sítios.

Com a sua dança e música, a legião de BÚ dá a ver cantos e recantos da Colina de Santana, cruzando ruas, becos e pátios. Porque sendo muitos e vigorosos, possuem igualmente a arte do sussurro.

Dança/Música
LIS+BÚ [COMPANHIA LIMITADA 2] 3
Madalena Victorino e Pedro Salvador
Interpretação e co-criação: André Amálio, Céline Tschachtli, Emanuel Soares, Joana Guerra, Filipe Moreira, Patrick Murys, Ricardo Machado, Yaw Tembe.
Figurinos: Marta Carreiras.
Dramaturgia: Joana Bértholo.
Com a participação especial de 39 lisboetas de várias nacionalidades

PORTUGAL
12 + 13 SET //19h00 M/6 Duração 3h caminhada
LUGAR DO TODOS . PONTO DE ENCONTRO. Jardim do Campo Santana

Um espectáculo caminhada que dá a ver a Colina de Santana sob a sombra e a luz de um povo fictício. Os BÚ – assim se chama este povo –, são atletas do espanto, força que exercitam vigorosamente.

Quando, em viagem, ouviram contar como Lisboa é espantosa, puseram-se a caminho. Buscam o coração de uma cidade só, com vazios onde inserir a sua alegria, as suas danças, a sua história, os seus costumes. À Colina de Santana, os BÚ vão chegar devagarinho, como é seu hábito.

Segunda edição do projeto Companhia Limitada, LIS+BÚ aprofunda o tema da solidão nas crianças. Um espetáculo para pessoas e cães.

A walking performance joining dance and music has Colina de Santana as its stage, seen through the shadows and light of BÚ, a peculiar fictional people, athletes of awe who practice this art vigorously.

NOTA: Pessoas com mobilidade reduzida: acesso condicionado (caminhada).

Publicado por Festival TODOS às 29-08-2015 10:00

Labels: André Amálio Céline Tschachtli Emanuel Soares Filipe Moreira Jardim do Campo Santana Joana Bértholo Joana Guerra Lis+BÚ Madalena Victorino Marta Carreiras Patrick Murys Pedro Salvador Ricardo Machado Yaw Tembe [COMPANHIA LIMITADA 2] 3


Manivela: o infinito pentagonal

No infinito, Jonas Lopes adopta o nome artístico de Jonas de Andrade. Porque no infinito desencadeado por MANIVELA não há limites, ou os que há são quase todos multiplicados pelos ângulos da curiosa arquitectura da Biblioteca de São Lázaro.

A sua estrutura pentagonal pode vir a ser entendida como uma personagem, tal como o público pode ser entendido como um personagem. Entre ambos há uma máquina em movimento circular – nada mais infinito, e aparentemente mais expectável. Mas há sempre um sobressalto nas engrenagens. Como uma voz.

MANIVELA
Performance
Jonas de Andrade
Portugal
12 SET // 15h00 e 18h00
13 SET // 15h00 e 16h30 M/6 / duração: 30min
BIBLIOTECA DE SÃO LÁZARO
Rua do Saco, n º1

MANIVELA é uma experiência contemplativa e absortiva. Uma instalação viva que poderia existir na sala de leitura da Biblioteca de São Lázaro eternamente. Aqui vive uma entidade maquinal, em perene movimento circular.

O mecanismo somente é activado quando o público descobre a manivela que o faz girar: o observador tem o poder de fazer repetir o movimento, que reaparece sempre diferente. Inspirado nas danças Sufi e em vocais orientais, este é um ritual circular colectivo.

Publicado por Festival TODOS às 27-08-2015 09:00

Labels: Biblioteca de São Lázaro Jonas de Andrade Jonas Lopes MANIVELA n º1 Performance Rua do Saco


PASTA E BASTA: Comer é como beijar

© Afonso Cruz

“(…) Uma intersecção de vidas e de momentos ligados por ingredientes de várias geografias. Adorar, literalmente, significa levar à boca (ad oris). Comer é como beijar. Há a possibilidade de, ao ter ingredientes de várias partes do mundo, do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul, beijar o mundo todo, adorar o mundo em toda a sua expressão, fazer com que seja parte de nós. Esta história é isso: comer o mundo, comer histórias (…)"

PASTA E BASTA: O ESPECTÁCULO
Teatro culinário interculturalinguístico
Um espectáculo de Giacomo Scalisi
em co-criação com Miguel Fragata e Afonso Cruz
Textos de Afonso Cruz
Intérpretes: Giacomo Scalisi e Miguel Fragata
com a participação especial de 
Tajinder Kaur e Nita (Joana Bonifácio dos Santos)
Itália/Portugal/Índia/Cabo Verde
12 + 13 SET // 11h30 M/6 / duração: 3h30
GALERIA MONUMENTAL
Campo Mártires da Pátria, nº 101
(Em colaboração com: Conserveira de Lisboa | Galeria Monumental)

A culinária como pretexto para abordar a questão do conflito de culturas. Uma metáfora sobre a sociedade plural das nossas cidades.

Do laboratório apresentado no TODOS 2014, resultou um espectáculo teatral culinário linguístico com textos de Afonso Cruz. Intérpretes de diferentes nacionalidades cozinham e pensam de formas distintas. O resultado é uma mistura cheia de novas soluções, onde os alimentos cozinhados têm sabores e saberes culinários que nascem da discussão e descoberta. O público será convidado a aprender italiano e a fazer “la pasta fresca”, culminando num almoço com paladar a mestiçagem.


NOTA: Lotação limitada: marcação prévia (máximo 2 reservas por pessoa) a partir de 1 de Setembro
pastaebasta.todos2015@gmail.com /  913 170 760
Levantamento de senha no LUGAR DO TODOS . PONTO DE ENCONTRO (Jardim do Campo Santana), 1h antes do início do espetáculo.

Publicado por Festival TODOS às 27-08-2015 07:00

Labels: Afonso Cruz Índia Cabo Verde culinária Giacomo Scalisi Itália Miguel Fragata Nita ( Joana Bonifácio dos Santos) PASTA E BASTA: O ESPECTÁCULO Portugal Tajinder Kaur Teatro culinário interculturalinguístico


Companhia XY: a liberdade é uma festa

© XY Cristophe Raynaud de Lage

A Companhia XY traz uma nova linguagem acrobática, mas assenta o espectáculo num velho pilar humano: confiança. É nele que assenta muito do maravilhamento que o grande elenco da companhia francesa faz no Panóptico do antigo Hospital Miguel Bombarda.

Mas também só com confiança se constrói liberdade, que é para onde se dirige a festa encenada pela XY. A energia da música vai dando o ritmo, mas é a liberdade dos ‘performers’ poderem voar (porque o seu chão são os outros ‘performers’) que transforma esta encenação num acto de resistência feliz e poético.

IL N’EST PAS ENCORE MINUIT…
Novo Circo
Companhia XY
França
12 + 13 SET // 17h30 M/3 / duração: 1h
HOSPITAL MIGUEL BOMBARDA – PANÓPTICO
Rua Dr. Almeida Amaral

Ao Panóptico – ala de alta segurança do antigo Hospital Miguel Bombarda –, o TODOS traz um espetáculo sobre liberdade, equilíbrios e desequilíbrios.

Depois de duas criações de sucesso, apresentadas mais de 500 vezes em todo o mundo, XY junta o maior elenco de sempre num espectáculo que pesquisa uma linguagem acrobática nova. Numa mistura de prodigioso novo circo e dança lindy hop, fala-nos da escuta e confiança dos corpos como um acto de resistência feliz e poética. IL N’EST PAS ENCORE MINUIT… é uma festa. Desde a energia do jazz ao contraponto de um melancólico violoncelo, o ritmo é o diapasão de extraordinárias figuras acrobáticas e das suas respirações.


NOTA: Levantamento de senha na entrada principal do HOSPITAL MIGUEL BOMBARDA (Rua Dr. Almeida Amaral), 1h antes do início do espetáculo. Máx. 4 senhas por pessoa.

Publicado por Festival TODOS às 26-08-2015 08:00

Labels: Companhia XY França Hospital Miguel Bombarda IL N'EST PAS ENCORE MINUIT... Novo Circo Panóptico Rua Dr. Almeida Amaral


Esclarecimento sobre inscrições e reservas

Dos 36 espectáculos e actividades do Festival TODOS, alguns requerem inscrição prévia, outros reserva e, outros ainda (como chamada de atenção), uma capacidade rápida de decisão por terem uma capacidade muito limitada de público.

Muito importante, de qualquer forma, é que as inscrições e/ou reservas só serão aceites a partir de 1 DE SETEMBRO.

Em baixo, pode consultar uma lista com as diferentes abordagens de acesso aos espectáculos/actividades do TODOS 2015. Em caso de dúvida, vale sempre a pena ligar para o Lugar do TODOS (Contactos) para quaisquer esclarecimentos.

ESPECTÁCULOS COM SENHA OBRIGATÓRIA

Companhia XY
Levantamento de senha na entrada principal do HOSPITAL MIGUEL BOMBARDA (Rua Dr. Almeida Amaral), 1h antes do início do espetáculo. Máx. 4 senhas por pessoa.

Companhia MPTA
Levantamento de senha na entrada principal da Academia Militar (Rua Gomes Freire, nº29), 1h antes do início do espetáculo. Máx. 4 senhas por pessoa.

Teatro das Compras
Levantamento de senha no LUGAR DO TODOS . PONTO DE ENCONTRO (Jardim do Campo Santana), 1h antes do início do espetáculo. Máx. 2 senhas por pessoa.

Manhãs de… quietude
Levantamento de senha no GRUPO DESPORTIVO DA PENA – QUINTALINHO (Beco de São Luís da Pena), 1h antes do início do espetáculo. Máx. 4 senhas por pessoa.

 

ESPECTÁCULOS/ACTIVIDADES COM RESERVA + SENHA OBRIGATÓRIA


Pasta e Basta
Lotação limitada: marcação prévia (máximo 2 reservas por pessoa)
pastaebasta.todos2015@gmail.com /  913 170 760
Levantamento de senha no LUGAR DO TODOS . PONTO DE ENCONTRO (Jardim do Campo Santana), 1h antes do início do espetáculo.

Pratos e Mundos
Lotação limitada: marcação prévia no máx. 4 reservas por pessoa
pratosemundos.todosfestival@gmail.com /  913 170 760
Levantamento de senha no LUGAR DO TODOS . PONTO DE ENCONTRO (Jardim do Campo Santana), 1h antes do início do almoço.

ACTIVIDADE DE INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA

Silverbox
Inscrição obrigatória no LUGAR do TODOS . PONTO DE ENCONTRO (Jardim do Campo Santana) a partir de 1h antes do início das sessões.

 

TODAS AS ACTIVIDADES SÃO DE ENTRADA LIVRE, CONDICIONADA À LOTAÇÃO DA SALA/ACTIVIDADE
(POR ORDEM DE CHEGADA ATÉ AO LIMITE DO ESPAÇO/ACTIVIDADE)
Aqui se incluem:
– VISITAS GUIADAS (participação máxima entre 20 e 30 pessoas, dependendo da visita)
– WORKSHOP
– BANCO DO TEMPO (participação máx. 15 pares pai-filho)
– AULAS ABERTAS SEVILHANAS (participação de 20 pessoas por sessão)
– MANIVELA (25 por sessão)

Publicado por Festival TODOS às 25-08-2015 09:00

Labels: AULAS ABERTAS SEVILHANAS BANCO DO TEMPO Companhia Mpta Companhia XY esclarecimento Inscrições inscrições obrigatórias MANIVELA Pasta e Basta Pratos e Mundos reservas SILVERBOX TEATRO DAS COMPRAS VISITAS GUIADAS


Companhia MPTA: sobre nós sendo outros

© Manon Valentin

Músicos gregos e tunisinos a tocar repertório clássico grego Rébètiko e música popular Sufi da Tunísia não nos desviam de nós, mas nós mesmos podemos traçar tangentes sobre as nossas vidas e andarmos nelas sem nunca nos tocarmos. Amor e desejo catapultam-nos para um diálogo sobre a alteridade e a ambiguidade, não só na relação com os outros, mas igualmente connosco e os nossos corpos. Isto pode ser NOUS SOMMES PAREILS À CES CRAPAUDS QUI…

Mas a Companhia Mpta segue para um outro espectáculo, logo de seguida – ALI. Também música, também dança, sempre enquadrado naquilo que se designa por NOVO CIRCO, mas que estabelece um diálogo interior e com o público. Porque se trata de reencontro em que dois siameses se desassociam. Diz a companhia que é para rir diante do assustador, porque há uma aberração à espreita em cada um de nós.

NOUS SOMMES PAREILS À CES CRAPAUDS QUI…
+
ALI
Dança/Música/Novo Circo
Companhia Mpta
França
11 + 12 SET // 21h30 M/6 / duração: 1h10
ACADEMIA MILITAR
Rua Dona Estefânia

Dois espetáculos que estabelecem um diálogo em torno da alteridade, da ambiguidade e do desejo. Nous sommes pareils à ces crapauds qui…, uma exploração sobre as dualidades do amor, reúne em cena os amigos Mathurin Bolze – premiado artista de circo e bailarino – e Hédi Thabet, bem como uma bailarina grega. O trio é acompanhado por músicos gregos e tunisinos que tocam repertório clássico grego Rébètiko e música popular Sufi da Tunísia, de Cheik el Afrit. Em Ali, Bolze e Thabet fazem-se valer de quatro muletas, uma lâmpada, uma cadeira e uma peça de Rébètiko clandestino, para fazer frente à urgência de dizer coisas sem palavras. Um reencontro em que dois siameses se desassociam. Para rir diante do assustador, porque há uma aberração à espreita em cada um de nós.


NOTA: ENTRADAS CONDICIONADAS À LOTAÇÃO DAS SALAS. ALGUNS EVENTOS EXIGEM INSCRIÇÃO PRÉVIA. PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA PODEM TER ACESSO CONDICIONADO: POR FAVOR, CONTACTAR A ORGANIZAÇÃO.

Publicado por Festival TODOS às 25-08-2015 08:00

Labels: ACADEMIA MILITAR ALI Cheik el Afrit Dança Grécia Hédi Thabet Mathurin Bolze música música popular Sufi NOUS SOMMES PAREILS À CES CRAPAUDS QUI... Novo Circo Rébètiko Rua Dona Estefânia Tunísia


Manhãs de Quietude: poesia e ternura para digerir num brunch argelino

© Anabela Gonçalves

A vida na cidade e os conflitos interiores dos que a habitam pela óptica da poesia e da ternura.

Em MANHÃS DE QUIETUDE, desfila a vida popular de uma grande cidade, mas o fundo não é necessariamente o rebuliço, o ruído e o caos, é o olho interior que toma conta de cada um de nós quando o humano não ultrapassa o humano e se vê na sua escala, mesmo que olhando para algo muito maior, como um país – no caso, a Argélia.

No final, pode digerir este retrato trágico-cómico de M’Hamed Benguettaf desfrutando de um brunch argelino no Quintalinho do Grupo Desportivo da Pena, onde decorrerá a peça (Beco de S. Luís da Pena).

MANHÃS DE QUIETUDE
Teatro
M’Hamed Benguettaf / Encenação de José Peixoto
Portugal
12 + 13 SET // 10h30 M/12 / duração: 1h15 + brunch
QUINTALINHO – GRUPO DESPORTIVO DA PENA
Beco de São Luís da Pena

Quatro horas da manhã. Um raio de luz poisa sobre a janela do Café da Paz. Alguns transeuntes saúdam Salah, o dono do café, que arranja as suas pequenas mesas. A cidade acorda…e revela-se.

Através dos olhos de Salah, sobre um fundo de quietude, desfila um painel da vida popular de uma grande cidade: Moussa, o professor; Mahmoud, o músico; Kheira, a eterna “noiva”, e Ammi Moktar, seu pai sempre à espreita; o velho Hocine, que repara rádios; a pobre Houria, que vê os filhos desaparecerem uns atrás dos outros.

Com muita ternura e poesia, M’Hamed Benguettaf desenha por meias palavras um retrato trágico-cómico da Argélia, visto através do quotidiano do seu povo.

Após o espetáculo, no espaço popular do GDP – O Quintalinho, será servido um pequeno-almoço/brunch típico argelino.

Levantamento de senha no Grupo Desportivo da Pena / Quintalinho (Beco de S. Luís da Pena), 1HORA antes do início do espetáculo. Máx. 4 senhas por pessoa


NOTA: ENTRADAS CONDICIONADAS À LOTAÇÃO DAS SALAS. ALGUNS EVENTOS EXIGEM INSCRIÇÃO PRÉVIA. PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA PODEM TER ACESSO CONDICIONADO: POR FAVOR, CONTACTAR A ORGANIZAÇÃO.

 

Publicado por Festival TODOS às 24-08-2015 10:00

Labels: Beco de S. Luís da Pena Grupo Desportivo da Pena José Peixoto MANHÃS DE... QUIETUDE M’Hamed Benguettaf Quintalinho Teatro


CREDO: Deus a falar muitas músicas

© Diário de Notícias

Se “a experiência de Deus, em qualquer língua e em qualquer credo, é o silêncio” (Tolentino Mendonça, autor dos textos) e ”sem a música, a vida seria um engano”, em CREDO Deus fala muitas músicas.

Porque, como diz o director musical e artístico Mario Tronco, CREDO é “uma oração íntima, não ritual, para quem acredita que Deus existe mas também para quem, observando uma estrela ou diante de um desastre, reza para que Deus exista”.

Importa acrescentar que esta oratória inter-cultural é realizada sob o tema “l’Etica Mondiale” e será uma composição original baseada nas diferentes culturas dos músicos que integram a Orchestra di Piazza Vittorio (Wolof, Sufi, Árabe e Muçulmana), que cede vários intérpretes (e o seu fundador, Mario Tronco) a este espectáculo.

CREDO
Oratória inter-religiosa
Música

Orchestra di Piazza Vittorio
Direcção Musical e artística: Mario Tronco
Arranjos: Mario Tronco, Leandro Piccioni e Pino Pecorelli
Textos:  José Tolentino Mendonça
com:
Houcine Ataa | Voz
Viviana Cangiano | Voz
Anna-Maria Hefele | Voz e Nickelarpa
Kyung Mi Lee | Violoncelo
Kaw Dialy Madi Sissoko | Voz e Kora
Pino Pecorelli  | Baixo eléctrico e electronics
Leandro Piccioni  | Teclados
Ziad Trabelsi | Voz e Oud
Com a participação de Danilo  Lopes da Silva
e João Gomes da Orquestra Todos
Angelo Longo | EngenheIro de som

Itália / Portugal
10 SET // 21h30 M/3 (duração: 1h)
IGREJA DE SÃO DOMINGOS
Largo de São Domingos
Uma produção Festival Todos e Vagabundos S.r.l
Em colaboração com Instituto Italiano de Cultura de Lisboa

“Credo. Crer é uma condição necessária para viver. Quer seja uma doutrina, quer seja um pensamento, ou uma qualquer relação entre pessoas, aquilo em que se crê define o caminho que se trilha na vida. É isso que iremos cantar, através das palavras escritas e escolhidas por José Tolentino Mendonça. Será uma partitura de músicas para 9 intérpretes e instrumentistas de proveniências muito diferentes.

Uma oração íntima, não ritual, para quem acredita que Deus existe mas também para quem, observando uma estrela ou diante de um desastre, reza para que Deus exista.”
Mario Tronco


“O que melhor expressa a experiência de Deus, em qualquer língua e em qualquer credo, é o silêncio. A fé é uma manifestação de confiança no silêncio. Talvez por serem hermenêuticas do silêncio, as religiões mantêm com a música uma relação tão íntima, tão inesperada, tão criativa, tão verdadeira. Nietzsche escreveu que ”sem a música, a vida seria um engano”. Religião e música encontram-se aí: na busca e na tradução de um sentido para a vida.
José Tolentino Mendonça

Excertos de textos de José Tolentino Mendonça e Mario Tronco.
Textos completos no website EM BREVE (e também constarão da folha de sala).


NOTA: ENTRADAS CONDICIONADAS À LOTAÇÃO DAS SALAS. ALGUNS EVENTOS EXIGEM INSCRIÇÃO PRÉVIA. PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA PODEM TER ACESSO CONDICIONADO: POR FAVOR, CONTACTAR A ORGANIZAÇÃO.

Publicado por Festival TODOS às 22-08-2015 10:05

Labels: Angelo Longo Anna-Maria Hefele CREDO Danilo Lopes da Silva Dialy Madi Sissoko Houcine Ataa Igreja de São Domingos Instituto Italiano de Cultura de Lisboa João Gomes José Tolentino Mendonça Kora Kyung Mi Lee Leandro Piccioni Mario Tronco Oratória inter-religiosa Pino Pecorelli Vagabundos S.r.l Viviana Cangiano Voz e Oud Ziad Trabelsi


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