No link abaixo pode acompanhar a atividade da Orquestra TODOS na página oficial do Facebook:

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Informação

orquestra.todos@gmail.com

Agenciamento

roots@sapo.pt

Música bastarda

desde 2011

A Orquestra TODOS nasceu em 2011 no seio do Festival TODOS a partir de encontros com o Maestro italiano Mario Tronco, que estava em Lisboa com a Orchestra di Piazza Vittorio (OPV).

Mario Tronco e também Pino Pecorelli, ambos da OPV, estavam, em 2009, prontos para começar uma nova experiência onde fosse possível encontrar novos sons, outras culturas, novos músicos. Uma nova orquestra podia assim nascer dos sons que a cultura portuguesa continha e vinha desenvolvendo com territórios próximos ou mais longínquos do mundo: o norte, o centro e o sul de Portugal, mas também Cabo Verde, Índia, Brasil, Moçambique e Angola.

O projeto TODOS, Caminhada de Culturas e a Academia de Produtores Culturais foram simultaneamente motor e contexto para o aparecimento e crescimento desta orquestra. A Fundação Calouste Gulbenkian e a Câmara Municipal de Lisboa/GLEM (Gabinete Lisboa Encruzilhada de Mundos), os nossos parceiros de referência.

Convém ainda sublinhar a criação do grupo de músicos, núcleo orgânico da Orquestra, que foi um processo fascinante. A procura do maior número de ligações musicais possíveis, a pesquisa dos vários intérpretes em todos os contextos sociais da cidade, rua incluída, sob a orientação atenta de Francesco Valente (baixista italiano e músico lisboeta de adoção), possibilitou uma relação concreta com o mundo musical multicultural da Lisboa mestiça, da Lisboa musical escondida.

Os primeiros ensaios tiveram lugar no coração da Mouraria, no Sport Club do Intendente. Com um método de trabalho experimental construiu-se cada uma das personalidades musicais e culturais e uma ideia de coletivo; foi um somar e subtrair contínuo, à procura de uma linguagem comum.

Todos os músicos da Orquestra vivem em Portugal e trazem consigo a sua herança cultural. A sua permanência neste país faz com que a primeira mistura aconteça. Já não pertencem ao seu país mas ainda não são portugueses. Estrangeiros em todos os lados à procura de uma nova cultura, mistura de todas elas.

Na Orquestra Todos acontece o encontro que gera uma linguagem comum, pertencente só a este grupo, a este coletivo. Uma música bastarda com muitos pais e muitas mães: esta é a natureza e o orgulho desta Orquestra.

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